terça-feira, 13 de novembro de 2007

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É o sentimento mais lugar-comum do mundo.
É o número um em citações de blogs pseudo e efetivamente depressivos.
Mas você já se sentiu envolto por uma bolha social?
De onde você vê as pessoas, grita e ninguém te ouve. Daí o famoso: "me sinto sozinho no meio da multidão".
Que merda isso!

(Procurar algum alfinete nessa casa e estourar essa porcaria.)

domingo, 11 de novembro de 2007

Parcas lembranças (signifique isso o que for...)

Agora eu era o rei / Era o bedel e era também juiz / E pela minha lei a gente era obrigada a ser feliz / E você era a princesa que eu fiz coroar / E era tão linda de se admirar / Que andava nua pelo meu país

Sinto falta de andar nua pelo céu.

. por algum motivo isso me tocou: http://www.sedentario.org/internet/a-garota-dos-sonhos-3003/

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O quinto sentido

Não tenho tido tempo de postar...
Aliás, o tempo me some como todas as outras muitas coisas, que somem a alguém como eu.
Paciência, sorte, tato.
Tenho pensado em como o mundo é divertido.
Tenho pensado nas máscara que vemos todos os dias e que usamos por que devemos.
Tenho pensado em reformular, redividir, replanejar.

Mas falta tempo... falta coragem... falta paciência, sorte e um pouquinho mais de tato.

Sentido mais necessáriozinho esse, hein?

Você fica surdo, cego, não sente sabores, cheiros... mas você conhece alguém sem tato?
E como é amplo esse tal de tato...
É sentir, é viver em sociedade, é reconhecer pelo toque, é lidar com os problemas, é carinhar...
é... definitivamente, me falta o tal do tato.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

“Em fevereiro, tem Carnaval

Segundo mês do ano, Fevereiro sofre de um distúrbio de existência, uma vez que ele não tem dias suficiente para ser um mês inteiro e de quatro em quatro anos tem um dia a mais.


Terminando o expediente hoje sou alguém livre. Não sei se a idéia me agrada ou me aterroriza.
Mais um ano sentada na frente da tv ignorando os silicones rebolantes ou vestir um pano colorido qualquer e cair na folia?
É 2007, e finalmente, optei pela segunda. A poeira da estante de livros continuará por lá, incólume. A televisão, desligada. (Essa, particularmente, foi a parte da idéia que mais me agradou!)
Graças a cinco pessoas que não tinham o que fazer e juraram a si mesmas me tirar de casa este feriado, meu Dr. Zhivago esperará mais alguns dias para sair da página 212.
Mas por que escrever isso?
Confesso! Por um dia este blog tem a corriqueira função do desabafo. Estou em pânico!
Vou entrar em meu apartamento e ver uma mala aberta sobre a cama. Vou sentar ao lado dela, olhar o espelho, a estante, as gavetas... "O que se leva para um carnaval?"
Vou procurar qualquer coisa que me lembre roupa-de-ficar-em-casa-vendo-tv e a guerreira calça jeans, afinal, nunca se sabe.
Dr. Zhivago não vai. Não sei se ele aguentaria a guerra, o frio da Rússia e uma baiana qualquer se esgoelando num trio que só faz barulho. Acho que para ele já basta a polícia russa em seu encalço. Não piorarei as coisas.
No mp3 player, artigos de primeira necessidade, provavelmente eles farão com que eu volte inteira na 4ª feira de Cinzas (que nunca me pareceu tão reconfortante!). Aqui do trabalho já calculo a playlist, a primeira música: Einstein on the beach.
"The world begins to disappear
The worst things come from inside here
And all the king's men reappear
For an eggman, on and off the wall
Who'll never be together again"
Sim, meu mundo começará a desaparecer quando eu embarcar nessa viagem maluca (o que não fazemos pelos amigos?), só espero que as piores coisas não saiam de mim depois de tudo, afinal, não sei se o Dr. Zhivago toparia uma leitora que cantarola Ivete Sangalo enquanto lê, desinteressadamente, um médico enfrentar a guerra e a vida.
A você: Feliz Carnaval! (Se é que isso existe...)

Meu passeio único...

Eis que nasce mais um blog qualquer.
Não, não é um blog qualquer. Esse é meu, muito meu.
Não por falta de onde desabafar, nem pra narrar a eternidade de 24 horas, apenas pelo simples prazer de escrever.
Escrever para o público mais seleto que eu poderia querer: Eu mesma.
Simples.
Sem prosopopéias, retóricas pseudo-intelectuais, estrangeirismos, vícios... aliás, um único vício: O de ver meu emaranhado louco de pensamentos saltar para o teclado e ganhar asas.
É a minha vida, uma vida cheia de idéias, um passeio público feito por mim, só, único (Qualquer semelhança com o que diria Lulu Santos não é mera coincidência).
E até meu próximo ímpeto de largar a morosidade dessa vida quase mansa e correr para escrever algo. Nem que seja num blog qualquer.