sábado, 21 de fevereiro de 2009

Meme

Regras:
1. Agarrar o livro mais próximo.
2. Abrir na página 161.
3. Procurar a 5ª frase completa.
4. Colocar a frase no blog.
5. Não escolher a frase nem o melhor livro. Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.

Almanaque dos anos 70 - Ana Maria Bahiana

"O pretexto: O Sesquicentenário da Independência do Brasil".

(Falando sobre a criação de um torneio de Futebol nacional nos anos 70).

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Da falta de idéias às ideias revoltadas

Era um dia comum e chato.
Era um dia qualquer.
Era um dia como qualquer outro, no qual eu narro minha vida num costante livro imaginário que se perde em meio à essa minha preguiça manual-digital de materializar o que penso.


Lembro que eu estava pensando em escrever algo sobre borboletas e o meu estômago, transformar em um desabafo a sensação mais ridícula que alguém pode sentir, mas meus dedos não se moviam no teclado.

Uma mente vazia é a oficina do orkut.

Meu cérebro começou a virar das borboletas em direção à oculta delícia que existe em maliciar a vida alheia.

OK. Explicando!
Como as pessoas tem um prazer insano em transformar a vida de alguém em um alvo de expectativa, ou pior, de um disse-me-disse que acaba criando falsos acontecimentos, uma bola de neve daquela famosa mentira contada mil vezes se tornando verdade.
Minhas idéias estão revoltadas e não querem sair, não consigo compactuar muito bem com essa delícia da fofoca velada em gracejos irônicos.
É irritante alguém encontrar você neste minuto e fazer o social, enquanto algumas horas atrás fazia de você alvo de piadinhas.

E aqui estou eu, irritada em algo que mais parece um desabafo de uma aluna da 4ª série.
Mas justamente pra isso serve o seu blog que ninguém lê.


E viva a minha privacidade quase nunca violada!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Preciso de férias


New Orleans, como eu quero...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A minha? Algumas toneladas.


Por volta de 1900 o Dr Duncan MacDougall, realizou um trabalho tentando descobrir o peso perdido pelo corpo humano, logo após sua morte, tentando provar que a alma era material, tangível e mensurável. Na época seus experimentos foram largamente reconhecido, e tiveram mérito científico, ficando a variação dos resultados entre 21 gramas, que ficou conhecido como o peso da alma humana.

Isso me lembra 2 coisas.
A primeira, é um filme que já assisti há algum tempo: 21 grams
Realizado no melhor estilo de edição com flashbacks e colagens fora de ordem temporal, 21G prima pela inovação no roteiro, mesclando a tensão e a curiosidade que precedem ao choque do telespectador. Seus destagues são Sean Penn, Benicio Del Toro e Naomi Watts que dão vida a três pessoas que encontram-se no caminho do destino, devido a um acidente ocasional.

A partir deste incidente, serão testados os seus limites, quer do amor e da vingança, assim como a promessa da tão desejada redenção. Para quem não gostar da linha da história, vale muito a pena pelo trabalho de edição, e como uma publbicitária meio doente por isso, eu recomendo.

Mas essa recordação me fez pensar também no peso da minha alma.
Há tanto que carrego nela que às vezes tenho medo do espelho. Às vezes trazemos na alma algumas coisas que preferíamos esconder de nós mesmos e foi assim que eu me senti o dia todo hoje.

Hoje eu passei o dia tendo que olhar pra ele, e ver nele o quando sou pequena e de alma pesada, e o quanto a dele brilha, me faz rir e me sentir leve, e o quanto eu não consigo me aproximar, e o quanto eu sou uma trouxaidiotapaixonada que eu sempre critiquei.

Em dias assim, sinto que é possível voltar a ter os tais 21 gramas. Mesmo que minha gris alma obesa não consiga lidar muito bem com dividir o seu espaço, com outra tão leve e cheia de cor.

E esse é mais um post para a família dos posts absurdamente sem sentido vomitados por uma cabeça meio insana, às vezes acho que escrever o que penso talvez não seja uma grande idéia!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Baby, baby

Há muito tempo eu não encontro algo tão delicado na publicidade em relação às DST's.
Esses vídeos de 2005 do estúdio francês TWBA não conseguem deixar de ser os #1. Trabalhar numa agência assim? Meu sonho.
A proposta desses add's era a confecção de vídeos para as escolas francesas com o título: "Live long enough to find the right one", ou seja, viva o bastante para encontrar a pessoa certa.
Um dia eu chego lá! (Na publicidade e quiçá... na pessoa certa!)

Versão 'masculina'


Versão feminina

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

o 'Pós-rock' em Introspective


"I think our music is very introspective. There is no message or story…musicians want to create something that is no ordinary, something special, and I think ordinary people can do quite special things with music."

Stuart Braithwaite - Mogwai

Aram Garriga se supera ao documentar bandas que não se contentam com simples título pós-rock. Nas cenas, em palavras e sons, um cenário de uma música que eu simplesmente amo.

Durante o festival Sonar, em Barcelona, Aram falou com bandas que estavam dispontando no cenário musical por dois anos, e discutiu o conceito, a evolução do som e da música, a produção musical num campo experimentalista, tendo ainda tempo para filmar alguns trechos de shows. Pode-se ver Sonic Youth, Mogwai, Mouse on Mars, Wilco, Yo La Tengo e Tortoise flertando com as origens do Pós-Rock, a sua existência ou não, as suas motivações e processos. O filme acaba por discutir a evolução da música e da cultura como produção humana, por entre excertos de shows e depoimentos de músicos. As entrevistas são gravadas de forma informal em planos dinâmicos, tendo música como pano de fundo à discussão, ilustrando de forma cabal a dificuldade de encaixar semelhantes nomes numa só categoria, tique nervoso da sociedade comercial. Introspective é a prova que se consegue fazer muito bom cinema sem dinheiro.

Recomendo, e muito.

Pra não sair do clima, continuarei ouvindo a voz da Thurston Moore, mesmo chateada por ainda não ter conseguido baixar de lugar algum ela cantando Ramones com Jemina Pearl. Por enquanto, me contento com Little trouble girl e um post muito sem pé e muito menos cabeça.

Documentário: Introspective por Aram GarrigaEspanha 2007